domingo, 27 de julho de 2014

One Tree Hill

      Começou na hora do almoço. Eu estava sentada em frente à televisão, comendo filé à parmegiana e zapeando os canais. Quando chegou ao SBT achei que era um filme de suspense, nessa época eu nem assistia a seriados. Duas garotas, que pareciam ser amigas que estavam no meio de uma briga, tentavam se livrar de um psicopata. A história me atraiu e eu fiquei assistindo até perceber que era um seriado. Nessa época a internet não era como é hoje, assistir a um vídeo no youtube era um suplício e eu gostava mesmo era de brincar na rua. Então eu comecei a companhar a série pelo SBT (nunca faça isso). Algum tempo depois, com a maravilha que era internet, comecei a baixar o seriado para assistir certinho, sem as loucuras que o SBT proporcionava e aí eu me apaixonei. 
     A narrativa de One Tree Hill foi uma das mais consistentes entre os seriados que eu assisti (e eu assisti a vários), principalmente se você levar em consideração que foram dez anos de Tree Hill. A série tratou o amadurecimento de seus personagens, o tempo, a história, a o lugar com uma delicadeza, um cuidado e uma qualidade que não encontramos mais nas séries que se produzem hoje para o público jovem. O interessante é que eles apenas trataram os personagens como seres tridimensionais, que sentem, que são jovens, que erram, que acertam, que são seres humanos. Assistir à One Tree Hill foi como crescer com um amigo. E eu não imagino como seria triste não tê-la visto crescer.